Um estudo completo do Sermão do Monte para quem quer entender a oração que Jesus ensinou e aprender a confiar em Deus no dia a dia
Mateus 6 – Estudo Bíblico Completo
Mateus 6 é o coração do Sermão do Monte. Depois de ensinar as Bem-Aventuranças (Mateus 5) e antes de falar sobre julgamento e a porta estreita (Mateus 7), Jesus entra no tema mais íntimo da vida espiritual: como praticar a fé sem hipocrisia, como orar de verdade e como vencer a ansiedade.
Este capítulo não é uma lista de regras. É um convite para uma vida de confiança radical em Deus. Jesus usa três exemplos concretos — esmola, oração e jejum — para mostrar que a fé autêntica acontece no secreto, não no palco.
Neste estudo, você vai entender:
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Por que Jesus critica a esmola pública (versículos 1-4)
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Como orar sem cair na repetição vazia (versículos 5-8)
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O significado completo do Pai Nosso (versículos 9-13)
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Por que o perdão é condição para a oração (versículos 14-15)
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O que significa jejuar em segredo (versículos 16-18)
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Por que a ansiedade é inútil (versículos 25-34)
Versículos de Mateus 6
1 Ficai atentos para que não façais vossa boa ação diante das pessoas a fim de que sejais vistos por elas; de outra maneira não tereis recompensa de vosso Pai que está nos céus.
2 Portanto, quando fizeres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem honrados pelas pessoas; em verdade vos digo que já receberam sua recompensa.
3 Mas quando tu fizeres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a tua direita;
4 Para que a tua esmola seja em segredo, e teu Pai, que vê em segredo, ele te recompensará.
5 E quando orardes, não sejais como os hipócritas; porque eles amam orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelas pessoas. Em verdade vos digo que já receberam sua recompensa.
6 Porém tu, quando orares, entra em teu quarto, fecha tua porta, e ora a teu Pai, que está em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, ele te recompensará.
7 E quando orardes, não façais repetições inúteis como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.
8 Não sejais, pois, semelhantes a eles; porque vosso Pai sabe o que necessitais, antes que vós peçais a ele.
9 Vós, portanto, orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
10 Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra, assim como no céu.
11 O pão nosso de cada dia nos dá hoje.
12 E perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.
13 E não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal.
14 Porque se perdoardes às pessoas suas ofensas, vosso Pai celestial também vos perdoará;
15 Mas se não perdoardes às pessoas, também vosso Pai não vos perdoará vossas ofensas.
16 E quando jejuardes, não vos mostreis tristonhos, como os hipócritas; porque eles desfiguram seus rostos, para parecerem aos outros que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam sua recompensa.
17 Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça e lava o teu rosto,
18 Para não pareceres às pessoas que jejuas, mas sim ao teu Pai, que está em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, ele te recompensará.
19 Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde e a traça e a ferrugem gastam, e onde os ladrões invadem e roubam;
20 Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem gastam, e onde os ladrões não invadem nem roubam.
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21 Porque onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração.
22 A lâmpada do corpo é o olho; portanto, se o teu olho for puro, todo o teu corpo será cheio de luz.
23 Porém se o teu olho for maligno, todo o teu corpo será cheio de trevas. Assim, se a luz que há em ti são trevas, como são grandes essas trevas!
24 Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou odiará um e amará outro; ou se apegará a um, e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
25 Por isso vos digo: não andeis ansiosos por vossa vida, sobre o que haveis de comer, ou que haveis de beber; nem por vosso corpo, sobre com que vos haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais que a roupa?
26 Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e contudo vosso Pai celestial as alimenta. Não sois vós muito mais importantes que elas?
27 E qual de vós poderá, por sua ansiedade, acrescentar um côvado à sua estatura?
28 E por que andais ansiosos pela roupa? Prestai atenção aos lírios do campo, como crescem; eles nem trabalham nem fiam.
29 Mas eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.
30 Se Deus veste desta maneira a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vestirá ele muito mais a vós, que tendes pouca fé?
31 Não andeis, pois, ansiosos, dizendo: “Que comeremos?” Ou “Que beberemos?” Ou “Com que nos vestiremos?”
32 Porque os gentios buscam todas estas coisas, e vosso Pai celestial sabe que necessitais destas coisas, todas elas.
33 Mas buscai primeiramente o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
34 Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.
Versículo por Versículo: Explicação Completa
Versículos 1-4: A esmola no secreto
“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus.” (Mateus 6:1)
Explicação: Jesus começa com um alerta. A palavra “guardai-vos” (em grego, prosechete) significa “prestem atenção”, “tenham cuidado”. A justiça — aqui no sentido de práticas religiosas — não deve ser exercida para ser vista.
“Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.” (Mateus 6:2)
Contexto: A expressão “tocar trombeta” provavelmente não era literal. Era uma forma de dizer que os fariseus chamavam atenção para suas doações. Em algumas sinagogas, havia até um “cofre das trombetas” onde as moedas eram depositadas, e o som chamava atenção.
Aplicação: Você não precisa postar no Instagram toda vez que ajuda alguém. A esmola feita no secreto tem uma recompensa que ninguém pode tirar.
“Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.” (Mateus 6:3)
Explicação: Esta é uma hipérbole — uma exageração proposital. A mão esquerda naturalmente sabe o que a direita faz. Jesus está dizendo: faça de forma tão discreta que nem você mesmo fique se vangloriando.
“para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, ele mesmo te recompensará.” (Mateus 6:4)
Aplicação: A recompensa de Deus não é necessariamente material. É a paz de consciência, a intimidade com o Pai, a certeza de que você está agindo por amor e não por ego.
Versículos 5-8: A oração sem hipocrisia
“E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos pelos homens.” (Mateus 6:5)
Explicação: A palavra “hipócrita” (em grego, hypokrités) era usada para atores de teatro. Eles usavam máscaras e representavam personagens. Jesus está dizendo: os fariseus estão atuando em um palco religioso.
Contexto: As sinagogas tinham horários fixos de oração (manhã, tarde e noite). Os fariseus se posicionavam de forma visível nesses horários, nas praças, para que todos soubessem que estavam orando.
“Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mateus 6:6)
Aplicação: Isso não proíbe a oração pública (Jesus orou publicamente). O que Jesus proíbe é a oração feita para ser vista. A oração verdadeira é aquela que busca a Deus, não a plateia.
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.” (Mateus 6:7)
Explicação: A palavra “vãs repetições” (em grego, battalogeó) significa “tagarelar”, “falar sem parar”. Não é uma proibição de repetir pedidos (Jesus repete orações em Getsêmani), mas de orar sem consciência, apenas por fórmula.
“Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que necessitais, antes que lho peçais.” (Mateus 6:8)
Aplicação: Deus não precisa ser informado. Ele já sabe. A oração não é para convencer Deus — é para transformar você.
Versículos 9-13: O Pai Nosso (A Oração Modelo)
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mateus 6:9)
Explicação: “Pai nosso” (em aramaico, Abba) era uma forma íntima e familiar de se dirigir a Deus. Jesus introduz uma revolução: Deus não é apenas o Senhor distante, é o Pai próximo. “Santificado seja o teu nome” significa: que o nome de Deus seja tratado como santo na minha vida.
“Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6:10)
Aplicação: Antes de pedir qualquer coisa para você, ore para que o Reino de Deus venha. A prioridade é Deus, não as suas necessidades.
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje.” (Mateus 6:11)
Explicação: “Pão” aqui não é só comida. É tudo o que você precisa para viver. A oração é diária, não semanal. Jesus ensina a confiar em Deus para hoje, não para acumular para amanhã.
“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6:12)
Aplicação: Esta é a parte mais difícil da oração. O perdão de Deus é condicional ao nosso perdão. Não há como receber perdão sem perdoar.
“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” (Mateus 6:13)
Explicação: “Tentação” aqui não é só pecado. É qualquer situação que testa a fé. “Livra-nos do mal” (ou “do Maligno”) é um pedido de proteção espiritual.
Versículos 14-15: O perdão como condição
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.” (Mateus 6:14)
Explicação: Jesus retoma a parte do Pai Nosso sobre o perdão e a expande. Ele não diz isso em nenhum outro lugar com tanta clareza. O perdão não é opcional para o cristão.
Aplicação: Se você está orando e não consegue perdoar alguém, essa oração está bloqueada. O perdão é a chave que abre a porta da comunhão com Deus.
Versículos 16-18: O jejum no secreto
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto para que aos homens pareça que jejuam.” (Mateus 6:16)
Explicação: O jejum era uma prática comum no judaísmo (Levítico 16:29-31). Os fariseus jejuavam duas vezes por semana (Lucas 18:12) e faziam questão de que todos soubessem.
“Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para que aos homens não pareça que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto.” (Mateus 6:17-18)
Aplicação: O jejum é entre você e Deus. Não precisa ser anunciado. Não precisa ser postado.
Versículos 19-24: Tesouros no céu, não na terra
“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.” (Mateus 6:19)
Explicação: “Tesouros na terra” não é só dinheiro. É tudo o que você valoriza mais do que Deus: status, reconhecimento, posses, aprovação humana.
“Mas ajuntai para vós tesouros no céu… porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.” (Mateus 6:20-21)
Aplicação: O que você faz com o seu dinheiro revela o que está no seu coração. O que você faz com o seu tempo também.
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mateus 6:24)
Explicação: “Riquezas” aqui é mamon (em grego), que significa tanto dinheiro quanto o espírito de avareza. Jesus não diz que ter dinheiro é pecado. Ele diz que servir ao dinheiro é incompatível com servir a Deus.
Versículos 25-34: A ansiedade é inútil
“Por isso vos digo: não andeis ansiosos por vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir.” (Mateus 6:25)
Explicação: A palavra “ansioso” (em grego, merimnaó) significa “estar dividido”, “dilacerado”. A ansiedade divide a mente.
“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?” (Mateus 6:26)
Aplicação: Jesus usa a natureza como argumento. Se Deus cuida das aves, quanto mais de você?
“E qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6:27)
Explicação: “Um côvado” era uma medida de cerca de 45 cm. Jesus está dizendo: a ansiedade não resolve nada. Não acrescenta nem um centímetro à sua vida.
“E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo… nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.” (Mateus 6:28-29)
Aplicação: A ansiedade não é apenas inútil — é uma falta de confiança em Deus.
“Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33)
Explicação: Este é o versículo-chave do capítulo. A promessa não é que você terá tudo o que quer, mas que tudo o que você precisa será acrescentado quando você colocar Deus em primeiro lugar.
“Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus 6:34)
Aplicação: Viva um dia de cada vez. A ansiedade pelo amanhã rouba a paz de hoje.
Resumo de Mateus 6
O capítulo de Mateus apresenta o ensinamento sobre a prática de boa ação sem buscar aprovação humana, podemos encontrar esta referência logo no primeiro versículo:
1 Ficai atentos para que não façais vossa boa ação diante das pessoas a fim de que sejais vistos por elas; de outra maneira não tereis recompensa de vosso Pai que está nos céus.
Jesus ensina que nossa verdadeira recompensa deve vir de Deus, e nosso ato deve ser praticado em segredo para que não obtenhamos aplausos dos homens.
O que Mateus 6 significa?
Nesse capítulo, Jesus nos instrui sobre a importância de práticas espirituais como esmola e oração serem feitas sem intenção de se destacar perante os outros. Ele explica que a verdadeira recompensa é do Pai celeste, não da aprovação dos homens. O objetivo é manter as boas ações puros e sinceramente direcionados para Deus.
Lições Práticas de Mateus 6
1. Faça o bem sem esperar aplausos
A esmola, a oração e o jejum são para Deus, não para o Instagram. Se você faz para ser visto, já recebeu sua recompensa.
2. Ore com sinceridade, não com fórmula
O Pai Nosso não é um mantra. É um modelo. Use-o como base, mas fale com Deus como você fala com um pai.
3. Perdoe antes de orar
O perdão é a condição para que sua oração seja ouvida. Se há alguém que você não consegue perdoar, comece por aí.
4. Confie em Deus para o hoje
A ansiedade é uma tentativa de controlar o futuro. Jesus diz: “Basta a cada dia o seu mal.” Viva um dia de cada vez.
5. Coloque o Reino em primeiro lugar
Mateus 6:33 é a promessa central. Quando você busca a Deus primeiro, as outras coisas se encaixam.
Contexto Histórico: quem eram os fariseus e por que Jesus os criticava?
Para entender Mateus 6, é preciso entender o cenário.
No século I, a religião judaica era marcada por três pilares de piedade: esmola, oração e jejum. Esses eram os sinais visíveis de uma vida devota. O problema não era praticá-los — o problema era como eram praticados.
Os fariseus eram um grupo religioso que levava a Lei a sério, mas havia desenvolvido uma espiritualidade de aparência. Eles:
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Tocavam trombeta antes de dar esmola (Mateus 6:2) — provavelmente uma expressão figurada para chamar atenção nas sinagogas e ruas
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Oravam em pé nas esquinas em horários estratégicos, para que todos vissem
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Jejuavam com rosto abatido, desfigurando o rosto para que os outros notassem
Jesus não está condenando a esmola, a oração ou o jejum. Ele está condenando a motivação. A recompensa que os fariseus buscavam — aplausos humanos — já era o pagamento completo. Quem busca glória dos homens não recebe nada de Deus.
Esse é o fio condutor de todo o capítulo 6: a fé verdadeira é feita para os olhos de Deus, não para os olhos das pessoas.
Havia também a questão dos gentios (não judeus), que oravam com muitas repetições, acreditando que seriam ouvidos por “muito falar” (Mateus 6:7). Jesus contrasta duas armadilhas: a hipocrisia religiosa dos fariseus e a repetição vazia dos pagãos. O discípulo verdadeiro evita as duas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que significa “não ajunteis tesouros na terra”?
Significa não colocar sua confiança e prioridade em coisas temporárias — dinheiro, status, posses. O que você valoriza revela onde está seu coração. Tesouros no céu são as ações feitas por amor a Deus: generosidade, perdão, serviço.
2. Por que Deus não responde minhas orações?
Mateus 6 não promete que toda oração será respondida como você quer. Ele promete que Deus sabe do que você precisa antes de pedir (v. 8). A oração não é um mecanismo de controle, mas um relacionamento de confiança. Às vezes, a resposta é “não” ou “espera”.
3. O que significa “não servir a dois senhores”?
Significa que você não pode dividir sua lealdade entre Deus e o dinheiro. Não é sobre ter dinheiro, mas sobre servir ao dinheiro. Se sua vida gira em torno de acumular, você não pode servir a Deus de verdade.
4. Como vencer a ansiedade segundo Jesus?
Jesus dá três passos: (1) observe como Deus cuida da criação (v. 26-30); (2) entenda que a ansiedade não resolve nada (v. 27); (3) busque primeiro o Reino de Deus (v. 33). A ansiedade diminui quando a confiança em Deus aumenta.
5. O Pai Nosso é a única oração que posso fazer?
Não. O Pai Nosso é um modelo (v. 9: “orareis assim”). Jesus está ensinando a estrutura: comece com adoração, depois submissão à vontade de Deus, depois pedidos de provisão, perdão e proteção.
6. O que significa jejuar em secreto?
Significa não anunciar o jejum. Não é sobre parecer espiritual, mas sobre buscar a Deus. O jejum é uma disciplina entre você e Deus, não um espetáculo para os outros.
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