Romanos 9: Explicação, Resumo e Lições (Estudo Bíblico)

Romanos 9 – Estudo Bíblico Completo

Romanos 9 é um capítulo bíblico com ensinamentos importantes sobre fé e espiritualidade.

No Capítulo 9 do Romanos, Paulo enfrenta um dilema teológico profundo relacionado ao propósito divino em relação a Israel e aos gentios. Ele expressa sua grande tristeza e tormento, pois deseja ver a salvação dos seus parentes de acordo com o sangue.

Versículos de Romanos 9

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, e minha consciência dá testemunho comigo pelo Espírito Santo,

2 de que tenho grande tristeza e contínuo tormento em meu coração.

3 Porque desejaria eu mesmo ser separado de Cristo em proveito dos meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne;

4 que são israelitas, e a quem pertencem a adoção como filhos, a glória, os pactos, a Lei, o culto, e as promessas;

5 deles são os patriarcas, e deles, quanto à carne, é Cristo, que é sobre todos, Deus bendito eternamente, Amém!

6 Não que a palavra de Deus tenha falhado; porque nem todos os que são de Israel são verdadeiros israelitas.

7 Nem por serem descendentes de Abraão são todos filhos, mas: “Em Isaque será chamada a tua descendência”.

8 Isto é, não são os filhos da carne que são os filhos de Deus; mas sim os filhos da promessa que são contados como descendência.

9 Pois esta é a palavra da promessa: Aproximadamente a este tempo virei, e Sara terá um filho.

10 E não somente isso, mas também Rebeca, quando esteve grávida por intermédio de um só, Isaque, nosso ancestral

11 (pois, como não eram ainda nascidos, não haviam feito bem ou mal, para que o propósito de Deus, segundo a escolha, continuasse; não pelas obras, mas por causa daquele que chama),

12 foi dito a ela: O mais velho servirá o mais jovem;

13 como está escrito: “Amei Jacó, mas odiei Esaú”.

14 Que diremos, então? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma!

15 Pois ele diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer”.

16 Portanto, não depende daquele que quer, nem daquele que se esforça, mas sim, de Deus, que se compadece.

17 Pois a Escritura diz a Faraó: “Para isto mesmo te levantei: para mostrar em ti o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra”.

18 Portanto, ele tem misericórdia de quem quer, e endurece a quem quer.

19 Tu, então, me dirás: “Por que ele ainda se queixa? Pois quem resiste à sua vontade?”

20 Mas antes, quem és tu, ó, humano, para questionares a Deus? Por acaso a coisa formada dirá ao que a formou: “Por que me fizeste assim?”

21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra, e outro para desonra?

22 E se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição,

23 a fim de fazer conhecidas as riquezas da sua glória nos vasos da misericórdia, que preparou com antecedência para a glória,

24 que somos nós, aos quais ele chamou, não somente dentre os judeus, mas também dentre os gentios?

25 Como também diz em Oseias: “Ao que era Não-Meu-Povo, chamarei de Meu-Povo; e a que não era Não-Amada, chamarei de Amada”.

26 E será que, no lugar onde lhes foi dito: “Vós não sois meu povo, Aí serão chamados filhos do Deus vivo”.

27 Também Isaías clama acerca de Israel: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, apenas o remanescente será salvo;

28 porque o Senhor concluirá e executará brevemente a sentença sobre a terra”.

29 E como Isaías predisse: “Se o Senhor dos Exércitos não houvesse nos deixado descendência, nós nos teríamos tornado como Sodoma, e como Gomorra teríamos sido semelhantes”.

30 Então, que diremos? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça, mas a justiça que é pela fé;

31 porém, Israel, que buscava a Lei da justiça, não alcançou a Lei

32 Por quê? Porque não a buscavam pela fé, mas sim, como que pelas obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,

33 como está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha que causa queda; e aquele que nela crer não será envergonhado”.

Resumo de Romanos 9

Paulo discute a questão de como Deus pode ter escolhido alguns para salvação enquanto outros são rejeitados, mesmo sendo israelitas. Ele argumenta que a graça e a eleição divina estão além da compreensão humana, mas fazem parte do plano maior de Deus.

Explicação de Romanos 9

Paulo começa seu discurso com uma afirmação firme: ele não está mentindo sobre o que sente em relação ao propósito divino. Ele é motivado por um testemunho interno do Espírito Santo, revelando a profundidade de sua convicção.,Em seguida, Paulo expõe seu conflito interno. Por um lado, ele deseja ver os seus parentes israelitas salvos; por outro, compreende que o plano divino inclui ambos os gentios e judeus. Ele reconhece que a salvação não depende da linhagem ou do direito adquirido pela descendência de Abraão.,Paulo conclui lembrando que Cristo veio para todos, pois ele é ‘sobre todos, Deus bendito eternamente’. Ele reafirma essa verdade, encerrando o trecho com uma oração de ação de graças.

Lições espirituais

[object Object]

Perguntas Frequentes

Por que Paulo se sente triste em relação aos israelitas?

Paulo se sente triste porque deseja ver os seus parentes israelitas salvos, mas reconhece que o plano divino inclui a salvação dos gentios também. Isso causa um conflito interior entre a sua paixão por Israel e a verdadeira natureza do plano de Deus.


Leia também:

Romanos 10


Navegação

← Capítulo anterior

Próximo capítulo →